Irony Council
Não sei o que diria o “contentious UN Irony Council“, mas é engraçado ver um professor de filosofia ser ameaçado de morte por extremistas muçulmanos depois de acusar o Islão de ser violento.

– Signe Wilkinson, The Philadelphia Daily News
Depois de Theo Van Gogh e Ayaan Hirsi Ali, das polémicas sobre os cartoons dinamarqueses e as declarações do papa, é impressionante ver como no caso da representação do Idomeneo, de Mozart, há quem, no Ocidente, ache natural a auto-censura para evitar represálias. Não concordo com os que acusam a direcção do teatro de cobardia – é fácil ser corajoso por intermédio de outros, como dizia a piada sobre os sírios, que estariam dispostos a combater Israel até ao último libanês; cada um tem o direito de lutar, ou não, pelas causas que bem entender – mas não deixa de ser um retrocesso civilizacional importante. É verdade que existem situações de hipocrisia (e.g. leis que impedem a discussão do Holocausto, em certos países europeus), mas seria melhor corrigi-las do que introduzir mais limitações à liberdade de expressão, necessariamente arbitrárias.