October 2006

Terreur

Il songea que toute la première partie de sa vie à lui avait été brisée par une femme ; il pensa avec terreur quelle influence pouvait avoir l’amour sur une organisation si fine et si vigoureuse à la fois.

— Alexandre Dumas, in Vingt Ans Après

Emoções

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Lyrical poetry

“My dear comrade, in an average day we receive poems from a dozen new contributors. How many is that per year?”

“I can’t figure it out in my head,” said Jaromil with embarrassment when the editor insisted he guess.

“It comes to 4,380 new poets per year. Would you like to go abroad?”

“Why not?” said Jaromil.

“Then keep on writing,” said the editor. “I’m certain that sooner or later we’re going to be exporting poets. Other countries export technicians, engineers, wheat, or coal, but our main resource is lyrical poets. Czech lyrical poets are going to establish lyrical poetry in developing countries. In exchange for our lyrical poets we’ll get coconuts and bananas.”

— Milan Kundera, in Life is Elsewhere

Política

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Origens

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Eugéne Boudin é considerado um dos precursores do Impressionismo.

Arte

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Blind as a bat

In the Blind Watchmaker, Dawkins uses echolocation in bats as an example of evolution. Many interesting points are made throughout this chapter, but two caught my attention:

Parallel evolution requires the existence of certain traits, in the ancestor species, which may be necessary and sufficient for the development of complex adaptations.

Light and sound are physically distinct, but they are translated into signals that the animal can process and understand, which means the images formed in the mind of bats and humans may be similar.

Razão

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Camilo

Assanhou o abade de Estevães o azedume do fidalgo, dizendo-lhe que o Estado subsidiava o teatro de S. Carlos com vinte contos de réis anuais. Calisto fez pé atrás, e exclamou:

— Obstupui!… O abade zomba!… O Estado!… O meu colega disse o Estado!
— Sim, o tesouro… — confirmou o clérigo.
— A res publica? o dinheiro da Nação?
— Certamente: pois de quem há-de ser o dinheiro, senão da Nação?
— Pois eu e os meus constituintes estamos pagando para estas cantilenas do teatro de Lisboa!
— Vinte contos de réis.

— Camilo Castelo Branco, in A Queda d’um Anjo

Livre

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Meta

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O riso dos demónios

Chef: Everyone go to your house, arm yourself and meet back here in fif… – looks at Mephisto’s little guy Kevin – Now just what the hell are you supposed to be?

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Dr. Mephisto: Chef, I’m afraid that’s not really the point right now, I…

Chef: No. I wanna know what that thing is. It doesn’t look like anything.

— in South Park

Este é o riso que descobre o absurdo, o que está fora do sítio. Numa situação de vida ou de morte, o Chef pára, diz “Não”, e quer saber quem é aquela coisa que não se parece com nada.

Humor

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Verdade

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Ética

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Out of synch

Et c’est à ce moment-là encore,—grâce à un paysan qui passait, l’air déjà d’être d’assez mauvaise humeur, qui le fut davantage quand il faillit recevoir mon parapluie dans la figure, et qui répondit sans chaleur à mes «beau temps, n’est-ce pas, il fait bon marcher»,—que j’appris que les mêmes émotions ne se produisent pas simultanément, dans un ordre préétabli, chez tous les hommes. Plus tard chaque fois qu’une lecture un peu longue m’avait mis en humeur de causer, le camarade à qui je brûlais d’adresser la parole venait justement de se livrer au plaisir de la conversation et désirait maintenant qu’on le laissât lire tranquille. Si je venais de penser à mes parents avec tendresse et de prendre les décisions les plus sages et les plus propres à leur faire plaisir, ils avaient employé le même temps à apprendre une peccadille que j’avais oubliée et qu’ils me reprochaient sévèrement au moment où je m’élançais vers eux pour les embrasser.

— Marcel Proust, in À la Recherche du Temps Perdu – Du côté de chez Swann

Este parágrafo faz-me lembrar as Memórias de Adriano, de Yourcenar, e mesmo algumas passagens da Cidadela, de Saint-Éxupery. Evoca talvez uma certa forma (francesa?) de sentir e de contar, deambulando serenamente entre os mistérios da alma.

Emoções

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O Estado da Arte

O teatro Rivoli, no Porto, foi ocupado por artistas indignados com a futura gestão privada deste espaço. Sempre fui muito céptico em relação aos subsídios à cultura; são úteis na medida em que aumentam a diversidade da oferta, mas potenciam a promiscuidade entre o poder político e a arte, e em muitos casos acabam por financiar um divertimento para os ricos, à custa dos pobres. Tenho relutância em aceitar que o público deva ser encaminhado numa determinada direcção, como se não tivesse discernimento, e mesmo aceitando esta premissa não é certo que os subsídios sejam uma solução eficaz, especialmente se se evitar usar o número de espectadores como critério para a sua atribuição. Este foi o meu texto preferido sobre a polémica recente, humorístico e pertinente:

A tarefa sempre inacabada de educar os públicos

Se calhar chegou o momento de se avaliar o impacto da política de formação de públicos que os defensores da cultura subsidiada tanto defendem. Ao longo dos anos foram delapidados milhões em subsídios. Já seria altura de aparecerem resultados. No entanto, não se percebe como é que determinadas actividades culturais poderão contribuir para a formação de públicos se não têm público. Se numa região com cerca de 1.5 milhões de habitantes uma peça de teatro não consegue ter mais que 30 espectadores quanto tempo é que se espera que demorará a formação de públicos? E o maior problema é que os 30 são sempre os mesmos, que vão a todas, pelo que o contributo para a educação dos públicos é nulo. Não vale a pena gastar tanto dinheiro para educar os mesmos 30 ano após ano.

— João Miranda, in Blasfémias

Política

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