December 2006

Teste de Turing

O Turing de Hofstadter foi o que imaginou o célebre teste de Turing, para julgar a inteligência de uma máquina. Há detalhes que desconhecia, mas a ideia geral é programar um computador de modo a que este converse com um ser humano e o convença de que está a interagir com uma pessoa. Este teste tem um problema óbvio, com que os cientistas se depararam rapidamente: é relativamente fácil enganar certos indivíduos, que não só pensam que a máquina os compreendeu, como recusam a explicação do cientista que lhes revela a verdade. Houve quem propusesse que o teste de Turing devia ser feito com vencedores do prémio Nobel…

Razão

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Frailty

Turing died young at 41 – apparently of an accident with chemicals. Or some say suicide. His mother, Sara Turing, wrote his biography. From the people she quotes, one gets the sense that Turing was highly unconventional, even gauche in some ways, but so honest and decent that he was vulnerable to the world.

— Douglas Hofstadter, in GEB

Este excerto é tocante e deixou-me a impressão vaga de evocar alguém, talvez um certo tipo; Frodo, do Senhor dos Anéis, ou Fabrice del Dongo, da Cartuxa de Parma. É preciso ser duro, como Larry. No fundo, Turing é o lamento da jovem que se queixou a Thomas Homer-Dixon, dizendo que o mundo não foi feito para pessoas como ela.

Livre

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Mister Mxyzptlk

Pensando no teorema de Gödel e nos isomorfismos de sistemas formais e cérebro, seria engraçado encontrar uma representação Gödeliana para os símbolos da mente humana e gerar um conjunto de caracteres que pudesse enlouquecer uma pessoa que os lesse. Claro que o óbvio “Esta frase é falsa” não funciona, porque o podemos ignorar, ou analisá-lo num nível superior, mas será possível que exista uma frase capaz de destruir a linguagem?

Meta

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Missing the point

In many real-life situations, deductive reasoning is inappropriate, not because it would give wrong answers, but because there are too many correct but irrelevant statements which can be made; there are just too many things to take into account simultaneously for reasoning alone to be sufficient. Consider this mini-dialogue:

“The other day I read in the paper that the–”
“Oh – you were reading? It follows that you have eyes. Or ate least one eye. Or rather, that you had at least one eye then.”

–Douglas Hofstadter, in GEB

Humor

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Justice for cynics

JUSTICE, n.
A commodity which is a more or less adulterated condition the State sells to the citizen as a reward for his allegiance, taxes and personal service.

— Ambrose Bierce, in The Devil’s Dictionary

Ética

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Fight

“What do you care about?”
“Love,” she said with a smile.
“Love?” Franz asked in amazement.
“Love is a battle,” said Marie-Claude, still smiling. “And I plan to go on fighting. To the end.”
“Love is a battle?” said Franz. “Well I don’t feel at all like fighting.” And he left.

— Milan Kundera, in The Unbearable Lightness of Being

Emoções

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Politics for cynics

Politics, n.pl. A means of livelihood affected by the more degraded portion of our criminal classes.

— Ambrose Bierce, in The Devil’s Dictionary

Política

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Print gallery

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– Escher

Este é um dos trabalhos mais fascinantes que vi, de Escher. O que está dentro de quê?

Arte

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Consequência lógica

[N]uma mescla de susto e de inveja, compenetrados da convicção de sermos incapazes de fazer uma coisa dessas, nem no bom nem no mau sentido, vimos como um país, cuja mentalidade ainda lhe permite tirar sobriamente a consequência lógica de uma série de escandalosas derrotas e baixas, se desembaraçou do seu grande homem, para, pouco depois, conceder ao mundo aquilo que também nos é solicitado, mas que consideraremos, até mesmo na pior miséria, um sacrifício de bens demasiado preciosos e sagrados – refiro-me à rendição incondicional.

— Thomas Mann, in Doutor Fausto

Razão

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Christmas for cynics

CHRISTMAS,* n. A day set apart and consecrated to gluttony, drunkenness, maudlin sentiment, gift-taking, public dullness and domestic behaviour.

What! not religious? You should see, my pet,
On every Christmas day how drunk I get!
O, I’m a Christian – not a pious monk
Honors the Master with so dead a drunk.

— Ambrose Bierce, in The Devil’s Dictionary

Livre

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