February 2007

Hellen Keller

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But the pictures Karsh spoke of with the most fondness are those he took the same year of Helen Keller, the American writer and advocate for the blind. “I kissed her on the forehead and she blushed like a child,” Karsh recalled. “Then she put her hands on my face and told me, ‘I’m photographing you with my touch.’ It was among the most moving moments of my life.”

— Doug Fischer, in Ottawa Citizen

Emoções

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The roaring lion

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I stepped toward him and without premeditation, but ever so respectfully, I said, “Forgive me, Sir” and plucked the cigar out of his mouth. By the time I got back to my camera, he looked so belligerent he could have devoured me. It was at that instant I took the photograph. The silence was deafening. Then Mr Churchill, smiling benignly, said, “You may take another one.” He walked toward me, shook my hand and said, “You can even make a roaring lion stand still to be photographed.”

— Yousuf Karsh

Política

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Frank Lloyd Wright

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There is a brief moment when all there is in a man’s mind and soul and spirit is reflected through his eyes, his hands, his attitude. This is the moment to record.

— Yousuf Karsh

Arte

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Fragmentação do conhecimento

O reinício da civilização depois de uma catástrofe global é um tema recorrente na ficção científica. Se grande parte da tecnologia humana desaparecesse, e com ela os especialistas capazes de a conceber e recriar, o que faria uma pequena comunidade de leigos? Como fabricar coisas tão simples como uma lâmpada eléctrica, ou combustível para o carro? Para não falar do próprio carro, e da rede eléctrica. Indução magnética? Mas como é que se faz para ter corrente com 220V? E de onde se extrai cobre, e como, e qual o processo para fazer fios a partir dele? É certo que estaríamos muito à frente do Homem primitivo, mas sentiríamos a frustração de conhecer um mundo de possibilidades que não saberíamos concretizar. Seria também um desafio à imaginação; seguiríamos, acriticamente, todos os passos que nos levassem de volta à civilização actual, ou tentaríamos novos caminhos?

Razão

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The most precious thing we have

I have found myself in the course of my life in many strange situations. More than once I have been within a hair’s breadth of death. More than once I have touched hands with romance and known it. I have ridden a pony through Central Asia along the road that Marco Polo took to reach the fabulous lands of Cathay; I have drunk a glass of Russian tea in a prim parlour in Petrograd while a soft-spoken little man in a black coat and striped trousers told me how he had assassinated a grand duke. I have sat in a drawing-room in Westminster and listened to the serene geniality of a piano trio of Haydn’s while the bombs were crashing without; but I do not think I have ever found myself in a stranger situation than when I sat on the red-plush seats of that garish restaurant for hour after hour while Larry talked of God and eternity, of the Absolute and the weary wheel of endless becoming.

— Somerset Maugham, in The Razor’s Edge

Livre

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Inspiração

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— in The New Yorker Book of Art Cartoons

‘But you see, I’m not only my spirit but my body, and who can decide how much I, my individual self, am conditioned by the accident of my body? Would Byron have been Byron but for his club foot, or Dostoyevsky Dostoyevsky without his epilepsy?

— Somerset Maugham, in The Razor’s Edge

Meta

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Antroponímia

Gandi, Garibaldi e Marx. Que têm estes nomes em comum? Qual é a ligação entre Lisboa, Milan e Praga? Haverá algum nexo entre Heroína e Lúpus? E que tal Hórus, Iô ou Ivanhoé? Abedenego Jaiantcumar. Lalandia, Lalesca, Laranja. Torna-se quase uma ladainha. Paliologo Prtik Reduzindo Sete.

Todos os nomes próprios do parágrafo anterior constam da lista de nomes não admitidos pela Direcção-Geral dos Registos e do Notariado.

Ler uma lista destas é também um tipo de humor, que se poderia designar de baixo débito, ou lume brando, até ao momento em que se atravessa o limiar da hilaridade.

(Nota para pais sádicos desiludidos: no início da lista de nomes admitidos encontram-se Abdénago, Abelâmio e Adalgisa; perto do fim descobrimos pérolas como Zardilaque e Xénon.)

Humor

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Cinismo virtuoso

Hoje estava a ler umas frases de Cícero e dei por mim a pensar em qual teria sido a sombria experiência de vida da primeira pessoa que se lembrou de dizer que a virtude é a sua própria recompensa.

Living in the modern age,
death for virtue is the wage.
So it seems in darker hours.
Evil wins, kindness cowers.

— Dean Koontz, in The Book of Counted Sorrows

Ética

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Irritação divina

Não sei se alguma vez vou concordar com Fernando Pessoa, acerca do valor dos livros e da leitura, mas sei que para isso acontecer ainda vou ter que ler muito. Comecei na semana passada as Histórias do Bom Deus, de Rainer Maria Rilke, que começam por descrever a forma como Deus teria criado o Mundo e as criaturas. Uma distracção breve foi o suficiente para um pássaro errar sobre a terra, sem que o Senhor o pudesse ajudar, pois não viu de que floresta o animal tinha voado. Isto irritou-o fortemente: “Os pássaros não têm nada que sair do sítio onde eu os coloquei”. Mas Ele dotou-os de asas, porque os anjos assim pediram, para que houvesse algo como eles na Terra, e essa lembrança aborreceu ainda mais o Criador. Mais tarde, depois de uma discussão com São Nicolau, acerca de um cão que corria perigosamente perto da borda do planeta, o santo saiu do Céu e bateu a porta atrás de si, fazendo com que uma estrela caísse, precisamente na cabeça do cachorro. Foi a catástrofe total, pela qual Deus teve de reconhecer ser o único responsável, e por isso decidiu nunca mais afastar os olhos da Terra.

Emoções

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Telenovela global

Não tenho seguido o que se escreve nos jornais, mas aconteceu-me ler o Público em dois dias consecutivos, na semana passada, e isso lembrou-me que costumava pensar que as notícias são como uma imensa telenovela; a história evolui, os actores conversam, e nem falta aquela sensação de que se poderiam perder alguns capítulos, pois não haveria dificuldade em retomar o fio à meada.

Política

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