November 2008

It’s broke now

“Are you going to tell, Jason.” Caddy said.
“Tell on who.” Jason said.
(…)
“Jason won’t tell.” Quentin said. “You remember that bow and arrow I made you, Jason.”
“It’s broke now.” Jason said.

— William Faulkner, in The Sound and the Fury

Ética

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Ficção

Quando leio ficção, às vezes sinto que tudo aquilo é absurdo; para quê inventar uma história, personagens, fazê-los agir? Quem terá sido o primeiro contador de histórias imaginadas, e como o terão recebido os seus companheiros? Faz-me lembrar novamente o Dr. Katz com a sua ideia do primeiro sarcasmo.

– Vou contar-vos a história do António…
– O António veio da caçada, está a dormir na caverna.
– Não é esse.
– Conheces outro?
– Este não existe.
– Não existe?

… and so on. Este diálogo é um exemplo da justificação de Somerset Maugham, n’O Fio da Navalha, para pôr palavras na boca de personagens: “I want to be read and I think I am justified in doing what I can to make my book readable”. Será que no futuro vai desaparecer essa necessidade de ser lido, recorrendo a artifícios? Daqui a muitas gerações, as nossas obras podem ser vistas como mitologia grega. Sonhos e crenças incompreensíveis de homens primitivos.

Arte

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Apenas vinte e nove anos

– Na tua opinião – repliquei – deveremos completar esse verso pelo seguinte, que reza: «Nulos sereis, aleluia!»
– Talvez seja melhor dizer: «Tudo aquilo será nulo» -, respondeu Adrian, e continuou: – Desculpa a minha recaída no estilo estudantil, porque a tua oratio evocava em mim as discussões que travávamos nos palheiros das quintas, já nem sei em que ano. Ora, como se chamavam aqueles rapazes? Estou a notar que já me escapam os nomes do passado. – (O Adrian que assim falava tinha apenas vinte e nove anos!)

— Thomas Mann, in Doutor Fausto

Emoções

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