Malícia bíblica
Depois da história de Abraão e Isaac, que já conhecia, também encontrei algum humor no relato das pragas do Egipto. Conhecia esse episódio sumariamente, mas não sabia que tinha sido Deus a endurecer o coração do Faraó, várias vezes, para ele negar a partida aos filhos de Israel e fazer cair a ira divina sobre o seu reino. Ostensivamente, para mostrar o poder do Senhor. Não haveria outra maneira de o fazer? Fez-me lembrar as teorias de Thomas Mann sobre o livre arbítrio e o paradoxo do criador. A conduta do Faraó só pode inspirar pena, mas a de Deus, do pouco que ainda li, é demasiado humana.